domingo, 9 de setembro de 2012

Comprar azeite - crescer em vida

Comprar azeite - crescer em vida

Há muitas pessoas que foram salvas no espírito, entretanto não sabem que é necessário permitir que o Espírito se expanda de seu espírito para sua alma. Podemos dizer que muitos cristãos ainda não têm essa visão, pois só conhecem o evangelho da graça. O evangelho do reino diz respeito à salvação de nossa alma. Deus deseja a partir do nosso espírito ganhar também nossa alma, mas para que isso ocorra precisamos nos esvaziar, negando a vida da alma a fim de que a vida e a natureza divinas nos sejam acrescentadas. Devemos buscar o crescimento de vida e ajudar os cristãos que não conhecem essa verdade, para que não sejam como as virgens néscias que foram surpreendidas com a chegada do Noivo.
Hoje na vida da igreja estamos exercitando o viver do povo do reino. Por meio de invocar o nome do Senhor e ler-orar Sua palavra estamos os espírito (1 Co 12:3; Ef 6:17-18). Se praticarmos viver e andar no espírito teremos sempre "azeite" em nossas "vasilhas". Não devemos nos contentar somente em ter sido contemplados com o evangelho da graça. Precisamos avançar para o evangelho do reino e buscar o crescimento da vida de Deus a fim de sermos trabalhados pelo Espírito em nossa alma. Procedendo assim seremos como as virgens prudentes, preparados para a vinda do Noivo.
O Senhor, em Sua parousía, virá ao encontro das virgens (Mt 25:6). As virgens néscias disseram às prudentes: "Dai-nos do vosso azeite, porque as nossas lâmpadas estão-se apagando. As prudentes, porém, responderam-lhes: Não, para que não nos falte a nós e a vós outras! Ide, antes, aos que o vendem e comprai-o" (vs. 8-9). Era como se as prudentes dissessem: "Eu não posso dar-lhe o meu azeite, pois não há como tirar do Espírito que foi trabalhado em minha alma e colocar na sua".
Situação parecida com essa ocorre na vida conjugal. Assim como hoje o marido não tem como negar a vida da alma pela esposa e vice-versa, quando o Senhor vier um não poderá passar sua porção de azeite, ou seja, sua porção de Espírito, para o outro cônjuge. A falta de azeite está diretamente relacionada com o fato de não negar a vida da alma. Quanto mais negamos a vida da alma, mais a vida de Deus, mais do azeite divino nos será acrescentado. Cada um de nós deverá comprar seu próprio azeite, negando sua vida da alma hoje, e não se acomodar pensando que um dia poderá receber "o azeite" de outros irmãos. Naquele dia, um não haverá como transferir para o outro o ganho que acumulou.
As prudentes disseram às néscias para ir e comprar azeite com os que o vendem. Mesmo saindo elas para comprar, já era tarde, e quando voltaram a porta já estava fechada. Isso mostra que aqueles que dormiram no Senhor, não terão como mudar sua situação após morrerem. O quanto eles tinham de azeite na vasilha quando dormiram, será o quanto de azeite terão na vinda do Noivo.
Durante a grande tribulação, o Senhor enviará duas testemunhas, que também são conhecidas como os dois filhos do óleo, ou filhos do azeite, para encorajar os cristãos que foram deixados na terra (Ap 11:3; cf. Zc 4:11-12, 14). À luz de Mateus 17:3, as duas testemunhas são Moisés e Elias. Elias foi arrebatado vivo e Moisés morreu no monte Nebo, ao cimo e Pisga (Dt 32:48-52; 34:1-5), mas não se sabe o lugar de sua sepultura (34:6). Com a ajuda da Epístola de Judas, entendemos que o corpo de Moisés foi encontrado no Hades, pois Satanás o reivindicou ao Arcanjo Miguel, que o estava guardando (Jd 9). Dessa forma, tanto Moisés como Elias não passaram pelo Hades, pois Deus tem um propósito para eles no período da grande tribulação, que será suprir azeite aos filhos de Deus que não forem arrebatados.
Como vimos, o azeite representa o Espírito. Moisés e Elias, portanto, irão suprir Espírito aos que estiverem na grande tribulação; eles representam os dois ramos da oliveira descritos em Zacarias 4:1-3. Eles possuem tubos, ou bicos, de onde flui o suprimento de azeite. Os irmãos que não negam a vida da alma hoje experimentarão a grande tribulação no final desta era. Mesmo nessa situação Deus irá ajudá-los por meio dessas duas testemunhas. O Senhor lhes dará suprimento para que suportem um pouco das dificuldades durante aquele período; mesmo assim, serão três anos e meio de grandes sofrimentos para os cristãos que permanecerem na terra.
Hoje devemos anelar a condição das virgens prudentes que negaram a vida da alma e cederam espaço para o Espírito trabalhar em sua alma. Se não nos prepararmos hoje, quando o Senhor voltar já não haverá mais tempo. Como as virgens prudentes tinham azeite suficiente para manter suas lâmpadas acesas, isto é, possuíam certo crescimento em vida, puderam entrar nas bodas com o Noivo. A fim de que haja crescimento de vida, precisamos pagar o preço hoje, negando a nós mesmos e deixando o Espírito transformar nossa alma.
Como filhos de Deus, valorizamos todas as verdades contidas na Palavra, contudo não podemos permanecer na esfera doutrinária de simplesmente conhecê-las. É necessário aplicá-las por meio de negar a nós mesmos para seguir o Senhor. Agradecemos ao Senhor por termos bons mestres que nos ajudam a praticá-la. Temos também mordomos fiéis que estão sempre nos ajudando a crescer no Senhor. Assim, por meio de viver a vida normal da igreja, podemos comprar "azeite" hoje e ter nossas lâmpadas sempre acessas. Todavia precisamos nos lembrar que as prudentes não puderam emprestar azeite às néscias, pois o preço que deve ser pago para adquirir mais azeite, isto é, mais Espírito, é pessoal. É necessário, portanto, buscar crescimento de vida individualmente, pois, quanto mais a vida e a natureza de Deus nos forem acrescentadas, mais "azeite" teremos em nossas "vasilhas".

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Desfrutar a glória de Deus

Quando entramos no Santo dos Santos, desfrutamos a glória de Deus, e esse desfrute nos leva à maturidade espiritual. No entanto, para podermos ter contato com a glória de Deus, temos primeiramente de satisfazer Sua justiça e santidade. Fazemos isso por meio do sangue sobre o altar do holocausto. Pelo sangue, reconciliamo-nos com Deus e podemos entrar no Santo Lugar e depois, então, entrar na glória de Deus, no Santo dos Santos. Aparentemente, apenas Arão, o sumo sacerdote, podia entrar no Santo dos Santos, uma vez ao ano; mas, na verdade, Moisés podia entrar ali a todo o tempo e falar com Deus face a face. O Santo dos Santos era um lugar cheio da glória de Deus; por isso é que, ao falar com Deus, o rosto de Moisés resplandecia (Êxodo 34:29). Quanto mais conversava com Deus, mais o rosto de Moisés resplandecia; mas, ao sair do Santo dos Santos, ele colocava um véu sobre o rosto, pois aquela glória desvanecia.Para entendermos esse processo, há uma boa ilustração: uma pessoa sentada diante de uma fogueira. Por causa da proximidade com o fogo, o rosto dessa pessoa fica quente e vermelho, mas quando se afasta, seu rosto vai voltando à cor normal. É o mesmo que ocorria com Moisés: por contemplar a glória de Deus, seu rosto ficava resplandecente. Mas como isso era apenas algo exterior, algo que ocorria fora de Moisés, quando ele se afastava do Santo dos Santos, a glória de seu rosto desvanecia.
Nós, porém, como ministros da nova aliança, somos diferentes de Moisés: graças ao fato de o véu ter sido rasgado, hoje podemos estar continuamente contemplando o Senhor em nosso espírito e recebendo mais da Sua glória. Nosso rosto está desvendado, nada há entre nós e o Senhor, pois Ele já cumpriu a redenção. Como um espelho, podemos contemplá-Lo e refleti-Lo. Desse modo, nossa glória não desvanece como a de Moisés, mas passamos de um estágio de glória para outro estágio de glória (2 Coríntios 3:18). Quanto mais comunhão temos com Deus, mais da Sua glória temos
A intenção original de Deus era que todo o povo de Israel fosse tanto sacerdote como rei. No entanto, por causa da idolatria do povo, essas funções foram separadas. Mas Deus não mudou Seu desejo, e reuniu primeiramente em Cristo ambos os ofícios (Zacarias 6:13), bem como nos cristãos (2 Pedro 2:5, 9). Por termos a vida Daquele que é tanto rei como sumo sacerdote, somos Seu sacerdócio real. Como sacerdotes temos a responsabilidade de trazer as pessoas até o Santo Lugar, para que ali sirvam a Deus, e dali para o Santo dos Santos, a fim de que vivam no espírito; e como reis devemos viver de tal modo unidos ao Senhor, que O expressemos entre as pessoas a fim de que Ele reine por meio de nós.Para entendermos esse processo, há uma boa ilustração: uma pessoa sentada diante de uma fogueira. Por causa da proximidade com o fogo, o rosto dessa pessoa fica quente e vermelho, mas quando se afasta, seu rosto vai voltando à cor normal. É o mesmo que ocorria com Moisés: por contemplar a glória de Deus, seu rosto ficava resplandecente. Mas como isso era apenas algo exterior, algo que ocorria fora de Moisés, quando ele se afastava do Santo dos Santos, a glória de seu rosto desvanecia.Nós, porém, como ministros da nova aliança, somos diferentes de Moisés: graças ao fato de o véu ter sido rasgado, hoje podemos estar continuamente contemplando o Senhor em nosso espírito e recebendo mais da Sua glória. Nosso rosto está desvendado, nada há entre nós e o Senhor, pois Ele já cumpriu a redenção. Como um espelho, podemos contemplá-Lo e refleti-Lo. Desse modo, nossa glória não desvanece como a de Moisés, mas passamos de um estágio de glória para outro estágio de glória (2 Coríntios 3:18). Quanto mais comunhão temos com Deus, mais da Sua glória temos
A intenção original de Deus era que todo o povo de Israel fosse tanto sacerdote como rei. No entanto, por causa da idolatria do povo, essas funções foram separadas. Mas Deus não mudou Seu desejo, e reuniu primeiramente em Cristo ambos os ofícios (Zacarias 6:13), bem como nos cristãos (2 Pedro 2:5, 9). Por termos a vida Daquele que é tanto rei como sumo sacerdote, somos Seu sacerdócio real. Como sacerdotes temos a responsabilidade de trazer as pessoas até o Santo Lugar, para que ali sirvam a Deus, e dali para o Santo dos Santos, a fim de que vivam no espírito; e como reis devemos viver de tal modo unidos ao Senhor, que O expressemos entre as pessoas a fim de que Ele reine por meio de nós.Nós, porém, como ministros da nova aliança, somos diferentes de Moisés: graças ao fato de o véu ter sido rasgado, hoje podemos estar continuamente contemplando o Senhor em nosso espírito e recebendo mais da Sua glória. Nosso rosto está desvendado, nada há entre nós e o Senhor, pois Ele já cumpriu a redenção. Como um espelho, podemos contemplá-Lo e refleti-Lo. Desse modo, nossa glória não desvanece como a de Moisés, mas passamos de um estágio de glória para outro estágio de glória (2 Coríntios 3:18). Quanto mais comunhão temos com Deus, mais da Sua glória temosA intenção original de Deus era que todo o povo de Israel fosse tanto sacerdote como rei. No entanto, por causa da idolatria do povo, essas funções foram separadas. Mas Deus não mudou Seu desejo, e reuniu primeiramente em Cristo ambos os ofícios (Zacarias 6:13), bem como nos cristãos (2 Pedro 2:5, 9). Por termos a vida Daquele que é tanto rei como sumo sacerdote, somos Seu sacerdócio real. Como sacerdotes temos a responsabilidade de trazer as pessoas até o Santo Lugar, para que ali sirvam a Deus, e dali para o Santo dos Santos, a fim de que vivam no espírito; e como reis devemos viver de tal modo unidos ao Senhor, que O expressemos entre as pessoas a fim de que Ele reine por meio de nós.A intenção original de Deus era que todo o povo de Israel fosse tanto sacerdote como rei. No entanto, por causa da idolatria do povo, essas funções foram separadas. Mas Deus não mudou Seu desejo, e reuniu primeiramente em Cristo ambos os ofícios (Zacarias 6:13), bem como nos cristãos (2 Pedro 2:5, 9). Por termos a vida Daquele que é tanto rei como sumo sacerdote, somos Seu sacerdócio real. Como sacerdotes temos a responsabilidade de trazer as pessoas até o Santo Lugar, para que ali sirvam a Deus, e dali para o Santo dos Santos, a fim de que vivam no espírito; e como reis devemos viver de tal modo unidos ao Senhor, que O expressemos entre as pessoas a fim de que Ele reine por meio de nós.


Trechos extraídos do livro “A Visão do Tabernáculo”, de Dong Yu Lan, publicado pela editora Árvore da Vida.

segunda-feira, 26 de março de 2012

O Ministério de João Batista

                          O Ministério de João Batista



Vamos compreender um pouco da vida de João Batista e o fim que teve seu ministério. Era ele primo do Senhor Jesus e tinha por ministério anunciar a vinda do Cordeiro de Deus (Jesus), era seu precursor (Mt 3:3 e Lc 1:13-17), mas no decorrer se envolveu com algo diferente: apontou a falha de Herodes (Mateus 14:3 a 5). Desde antes do nascimento, João Batista sabia qual era o seu papel (Lc 1:4).Toda a família de João Batista era levita, da casa de Arão, e seu pai Zacarias servia a Deus como sacerdote no templo (1:5). Pela posição religiosa, o sacerdote tinha direito a ministrar no templo, a usar uma veste de linho e a se alimentar dos pães da proposição e da porção a eles destinada nos sacrifícios ofertados (Lc 1:9; Êx 28:3; Lv 7:3), porém, João Batista mesmo sendo um sacerdote, abriu mão de tudo isso (Mt 3:4). Ele se afastou das antigas tradições religiosas, porque sua função era abrir caminho para o Senhor Jesus, pregando o arrependimento e prenunciando Sua chegada para um novo começo.João Batista foi humilde ao reconhecer que o Senhor era o Cordeiro de Deus que tira os pecados do mundo (João 1:29) e assim desejou ser batizado por Jesus, porem para cumprimento das escrituras, João O batizou (Mt 3:14-15), ao sair das águas os céus se abriram e o Espírito de Deus, desceu como pomba e uma voz disse: “Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo" (v.16-17).Aquele deveria ser o cumprimento e fim do ministério de João Batista, quando deveria ter recebido revelação e aberto mão de seus discípulos para seguir aquele que era maior do que Ele, aquele pelo qual anunciou a vida toda, aquele que era O Mestre, O verdadeiro Pastor que conduziriam as ovelhas (seus discípulos) e batizaria com Espírito Santo e com fogo (3:11).Ele, porém prosseguiu com uma obra paralela. Por que ele fez isso? E por que não passou a seguir o Senhor depois de ouvir a voz dos céus? Por que desejou manter seus seguidores para si e não os encaminhou para seguir ao Senhor? Talvez fosse um preço que João Batista não quisesse pagar. Abrir mão dos próprios discípulos é algo que requer renúncia ao ego e desapego pelo reconhecimento alheio, ou seja, negar a vida da alma.Houve também uma questão entre os discípulos de João e os judeus acerca da pratica do jejum (Jo 3:25). “Ora, os discípulos de João e os fariseus jejuavam; e foram e disseram-lhe: Por que jejuam os discípulos de João e os dos fariseus, e não jejuam os teus discípulos? E Jesus disse-lhes: Podem porventura os filhos das bodas jejuar enquanto está com eles o esposo? Enquanto têm consigo o esposo, não podem jejuar” (Mc.2:18-19), ainda acrescentou nos versos 21 e 22: “Não se põe vinho novo em odres velhos; do contrário, rompem-se os odres, derrama-se o vinho, e os odres se perdem. Mas, põem-se vinho novo em odres novos, e ambos se conservam", referindo-se o fim da lei pelo Seu cumprimento e o inicio da nova aliança (Graça) que estava por acontecer logo após sua partida.Ao receber essa palavra, João Batista poderia ter se arrependido, mas isso não aconteceu. No início de seu ministério, João Batista havia se distanciado das tradições religiosas, mas, com o passar do tempo, seus discípulos voltaram a adotar as antigas práticas da lei, como o jejum.Por fim, envolveu-se com algo alheio que não era parte da obra de Deus para sua vida, como resultado da falta de visão, João Batista foi preso (Mt 14:3-4).Na prisão, em vez de arrepender-se, decidiu enviar dois de seus discípulos ao Senhor, para perguntar-Lhe se Ele era Aquele que estava para vir ou se teriam de esperar outro (Mt.11:2-3). João Batista parecia agora duvidar do Senhor ou, pelo menos, tentou provocar no Senhor uma atitude para vir tirá-lo do cárcere. Temos exemplo diferente em Atos 5:17-20 quando o Senhor liberta os apóstolos em prisão. Não sabemos o certo o que ele pensava a respeito de Jesus quando estava no cárcere, mas o fato é que, não foi libertado.O Senhor Jesus não confirmou Sua incumbência nem respondeu ao questionamento trazido pelos discípulos de João Batista. Apenas lhes disse: "Ide e anunciai a João o que vistes e ouvistes: os cegos vêem, os coxos andam, os leprosos são purificados, os surdos ouvem, os mortos são ressuscitados, e aos pobres, anuncia-se-lhes o evangelho. E bem-aventurado é aquele que não achar em mim motivo de tropeço" (Lc 7:22-23 e Mt 11:4-5).Por fim terminou sendo assassinado, e sua cabeça foi entregue numa bandeja à mulher que pediu sua morte (Mt 14.10).Para quem teve um início tão bom, como precursor de Jesus, sua história teve um fim desolador e nos serve de grande advertência: é necessário abrir mão das próprias conquistas, estar libertos de tudo o que é velho para seguir somente o Senhor. Se, por causa de nossos velhos conceitos, nos apegarmos a práticas antigas e nos opusermos ao que Deus está fazendo hoje, corremos o grande risco de produzir uma nova religião. Devemos tomar cuidado para não deixar que ensinamentos velhos nos impeçam de avançar. Busquemos, portanto, andar sempre em novidade de vida, amem!

Somos discípulos do Senhor e conservos uns dos outros!